A espiritualidade, eixo de toda a formação sacerdotal

A formação espiritual é orientada para alimentar e sustentar a comunhão com Deus e com os irmãos, na amizade com Jesus Bom Pastor e numa atitude de docilidade ao Espírito. Esta íntima relação forma o coração do seminarista para aquele amor generoso e de oblação que representa o início da caridade pastoral. (RF, 101)

O centro da formação espiritual é a união pessoal com Cristo, que nasce e alimenta-se em modo particular na oração silenciosa e prolongada. Através da oração, da escuta da Palavra, da participação assídua nos sacramentos, na liturgia e na vida comunitária, o seminarista fortifica o próprio vínculo de união com Deus, à luz do exemplo de Cristo, o qual tinha como programa de vida fazer a vontade do Seu Pai (cf. Jo 4,34). No percurso formativo, o ano litúrgico oferece a mistagogia pedagógica da Igreja, permitindo aprender a espiritualidade que lhe é própria através da interiorização dos textos bíblicos e das orações da liturgia. (RF, 102)

A dimensão humana da formação presbiteral

O chamamento divino interpela e envolve o ser humano “concreto”. É necessário que a formação ao sacerdócio ofereça os meios adequados para facilitar o seu amadurecimento, com vista a um exercício autêntico do ministério presbiteral. Para este fim, o seminarista é chamado a desenvolver a própria personalidade, tendo por modelo e fonte Cristo, o Homem perfeito.

A ampla reflexão presente no Novo Testamento a respeito dos critérios de idoneidade dos ministros ordenados, mostra com quanta atenção, já desde as origens, se prestava atenção aos aspectos próprios da dimensão humana. Os Padres da Igreja elaboraram e praticaram uma assistência ou “terapia” do homem de fé chamado ao serviço apostólico, porque estavam convencidos da profunda necessidade de amadurecimento que ainda existe em cada homem. Uma reta e harmoniosa espiritualidade requer uma humanidade bem estruturada; de fato, como recorda São Tomás de Aquino, “a graça pressupõe a natureza” e não se substitui a esta, mas a aperfeiçoa. É então necessário cultivar a humildade, a coragem, o sentido prático, a magnanimidade do coração, a retidão no juízo, a discrição, a tolerância, a transparência, o amor à verdade e à honestidade. (RF, 93)

Experiência pastoral gradual

Uma vez que a finalidade do Seminário é preparar os seminaristas para serem pastores à imagem de Cristo, a formação sacerdotal deverá estar permeada por um espírito pastoral que os torne capazes de ter aquela mesma compaixão, generosidade, amor por todos, especialmente pelos mais pobres, e pronta solicitude pela causa doReino, que caracterizaram o ministério público do Filho de Deus, e que se podem resumir na caridade pastoral.

Naturalmente, porém, deve ser oferecida uma formação de caráter especificamente pastoral, que ajude o seminarista na aquisição daquela liberdade interior necessária para viver o apostolado como serviço, capaz de enxergar a ação de Deus no coração e na vida dos homens. Vivida deste modo, a atividade pastoral configura-se para o mesmo ministro ordenado como uma permanente escola de evangelização. Neste tempo, o seminarista iniciará a colocar-se como guia de um grupo e a estar presente nele como homem de comunhão, através da escuta, do atento discernimento, da cooperação com outros e da promoção da ministerialidade. De modo particular, os seminaristas devem ser devidamente instruídos a colaborar com os diáconos permanentes e com o mundo laical, valorizando o papel específico destes. Énecessário que os candidatos ao ministério presbiteral recebam uma conveniente formação sobre a natureza evangélica da vida consagrada nas suas múltiplas expressões, sobre o seu carisma próprio e sobre aspectos canônicos, tendo em vista uma profícua colaboração. (RF, 119)

As experiências pastorais sucedem-se neste Seminário do seguinte modo:

  • Etapa do Discipulado: voluntariado e "sacerdócio hospitaleiro"
  • Etapa da Configuração: Catequese e envolvimento comunitário
  • Etapa da Síntese vocacional: permanência ao fim de semana numa ou mais paróquias

Em alguns fins-de-semana do ano, realizam-se fins-de-semana de ação vocacional nas dioceses de proveniência

Noutros fins-de-semana, favorece-se o regresso às famílias

Na realidade, «os laços familiares são fundamentais para fortificar a auto-estimasadia dos seminaristas. Por isso, é importante que as famílias acompanhem todo oprocesso do Seminário e do sacerdócio, pois ajudam a revigorá-lo de formarealista. (RF, 148b)

Adoração Eucarística com Lectio Divina

Em virtude da necessária conformação a Cristo, «os candidatos à ordenação devem, antes de mais, ser formados a uma fé muito viva na Eucaristia», em vista daquilo que viverão após a ordenação presbiteral. A participação quotidiana na celebração Eucarística, que encontra a sua natural continuidade na adoração eucarística, permeia a vida do seminarista, de modo a que, ao longo dela, possa amadurecer uma constante união com o Senhor. (RF, 104)

Pedido de oração - deixe aqui o seu pedido:

Proposta semanal de Lectio Divina:

 

A formação intelectual no Seminário

A formação intelectual destina-se a levar os seminaristas a atingirem uma sólida competência no âmbito filosófico e teológico, mas também uma preparação cultural de caráter geral, de tal maneira que lhes permita anunciar, de modo credível e compreensível aos homens de hoje, a mensagem evangélica, estabelecer um diálogo profícuo com o mundo contemporâneo, e sustentar, com o lume da razão, a verdadeda fé, mostrando a sua beleza.

Com diligente cuidado, os candidatos ao presbiterado deverão preparar-se, através do aprofundamento das ciências filosóficas e teológicas, e com uma boa introdução ao direito canônico e às ciências sociais e históricas, a “dar razão da esperança” (cf.1Pd 3,15), a fim de favorecer o conhecimento da Revelação de Deus e de levar todas as nações à obediência da fé (cf. Rm 16,26).

A razão aberta ao mistério de Deus e orientada para Ele permite um acolhimento sólido da Revelação, favorece o seu aprofundamento quanto ao respectivo conteúdo, e oferece instrumentos e linguagens para anunciá-la ao mundo. Como afirmava o Concílio Vaticano II, o conhecimento filosófico e teológico serve para «ouvir, discernir e interpretar as várias linguagens do nosso tempo, e julgá-las à luz da palavra de Deus, de modo a que a verdade revelada possa ser cada vez mais intimamente percebida, melhor compreendida e apresentada de um modo conveniente». (RF, 116)

A formação intelectual dos seminaristas do Seminário Interdiocesano de S. José acontece na Faculdade de Teologia do Centro Regional de Braga da Universidade Católica Portuguesa (+ info)

As etapas do itinerário formativo

A atualização das metas formativas não deve estarnecessariamente ligada ao tempo percorrido no Seminário e, sobretudo, aos estudos jáconcluídos. Isto é, não se deve chegar ao sacerdócio somente em razão de sucessãode etapas dispostas segundo uma ordem cronológica e estabelecidas previamente,como que “automaticamente”, independentemente dos progressos efetivamenteconcluídos no âmbito de uma maturação integral. A ordenação deve representar ameta de um caminho espiritual realmente cumprido, que, gradualmente, ajudou oseminarista a tomar consciência da chamada recebido e das características próprias daidentidade sacerdotal, consentindo-lhe alcançar a necessária maturidade humana,cristã e sacerdotal. (RF 58b)

  • Discipulado
  • Configuração
  • Síntese vocacional

A Comunidade

A comunidade do Seminário é, de fato, uma família, caracterizada por um clima  que favorece a amizade e a fraternidade. Tal experiência ajudará o seminarista a melhor compreender, no futuro, as exigências, as dinâmicas e também os problemas das famílias que serão confiadas ao seu cuidado pastoral. Nesta perspectiva, será de grande benefício para a comunidade do Seminário abrir-se ao acolhimento e à partilha com diversas realidades, tais como, por exemplo, as famílias, as pessoas consagradas, os jovens, os estudantes e os mais pobres. (RF, 52b)

Seminaristas do 1º Ano:

António Fernandes (Lamego)

António Fernandes (Lamego)

Francisco Coimbra (Guarda)

Francisco Coimbra (Guarda)

Seminaristas do 2º Ano:

Gonçalo Fernandes (Bragança-Miranda)

Gonçalo Fernandes (Bragança-Miranda)

João Vingadas (Lamego)

João Vingadas (Lamego)

Ricardo Bernardes (Guarda)

Ricardo Bernardes (Guarda)

Tiago Rio (Viseu)

Tiago Rio (Viseu)

Tiago Samuel (Lamego)

Tiago Samuel (Lamego)

Seminaristas do 3º Ano:

Tiago Torres (Lamego)

Tiago Torres (Lamego)

Fábio Parraguês (Bragança-Miranda)

Fábio Parraguês (Bragança-Miranda)

Fernando Pando (Bragança-Miranda)

Fernando Pando (Bragança-Miranda)

João Patrício (Lamego)

João Patrício (Lamego)

Seminaristas do 4º Ano:

Alexandre Ribeiro (Viseu)

Alexandre Ribeiro (Viseu)

João Dias (Bragança-Miranda)

João Dias (Bragança-Miranda)

Nélson Vale (Bragança-Miranda)

Nélson Vale (Bragança-Miranda)

Tiago Fonseca (Guarda)

Tiago Fonseca (Guarda)

Seminaristas do 5º Ano:

Eduardo Abrantes (Viseu)

Eduardo Abrantes (Viseu)

Francisco Saraiva (Viseu)

Francisco Saraiva (Viseu)

Ricardo Martins (Bragança-Miranda)

Ricardo Martins (Bragança-Miranda)

Seminarista do 6º Ano:

Fábio Pontífice (Guarda)

Fábio Pontífice (Guarda)

Equipa formadora:

P. António Jorge (Viseu)

P. António Jorge (Viseu)

Reitor

P. Serafim Reis (Guarda)

P. Serafim Reis (Guarda)

Diretor Espiritual

P. Bráulio Félix (Lamego)

P. Bráulio Félix (Lamego)

Prefeito de Estudos

P. José António (Bragança-Miranda)

P. José António (Bragança-Miranda)

Ecónomo

Colaboradores na direção espiritual:

P. Álvaro Balsas, S.J.

P. Álvaro Balsas, S.J.

P. Bruno Nobre, S.J.

P. Bruno Nobre, S.J.

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