Configuração

Acompanhador

Acompanhador

P. José António

Tiago Torres (Lamego)

Tiago Torres (Lamego)

Fábio Parraguês (Bragança-Miranda)

Fábio Parraguês (Bragança-Miranda)

Fernando Pando (Bragança-Miranda)

Fernando Pando (Bragança-Miranda)

João Patrício (Lamego)

João Patrício (Lamego)

Alexandre Ribeiro (Viseu)

Alexandre Ribeiro (Viseu)

João Dias (Bragança-Miranda)

João Dias (Bragança-Miranda)

Nélson Vale (Bragança-Miranda)

Nélson Vale (Bragança-Miranda)

Tiago Fonseca (Guarda)

Tiago Fonseca (Guarda)

configuracaoO conceito de configuração. Como já foi dito, a vida de um presbítero é toda ela uma formação contínua desde o momento da sua chamada: a formação do discípulo de Jesus, dócil à ação do Espírito Santo para o serviço à Igreja. A pedagogia da formação inicial, nos primeiros anos do Seminário, visa, antes de tudo, fazer o candidato inserir-se na sequela Christi; ao final desta etapa, dita do discipulado, a formação se concentra sobre o configurar do seminarista a Cristo, Pastor e Servo, para que, unido a Ele, possa fazer da própria vida um dom de si aos outros. Esta configuração exige um mergulho profundo na contemplação da Pessoa de Jesus Cristo, Filho predileto do Pai, enviado como Pastor do Povo de Deus. Tal configuração torna a relação com Cristo mais íntima e pessoal, e, ao mesmo tempo, favorece o conhecimento e a assunção da identidade sacerdotal. (RF, 68)

A etapa dos estudos teológicos, ou da configuração, é orientada, de modo particular, para a formação espiritual própria do presbítero, em que a configuração progressiva a Cristo torna-se uma experiência que suscita na vida do discípulo os próprios sentimentos e comportamentos do Filho de Deus; ao mesmo tempo, ela introduz na aprendizagem da vida presbiteral, animada pelo desejo e amparada pela capacidade de oferecer-se a si mesmo no cuidado pastoral do Povo de Deus. Esta etapa possibilita o gradual enraizamento da fisionomia do Bom Pastor, que conhece as suas ovelhas, dá a vida por elas e vai à procura das ovelhas que estão fora do redil (cf. Jo 10, 14-17). O conteúdo desta etapa é exigente e requer muito empenho. Exige-se, de fato, uma responsabilidade constante no viver as virtudes cardeais, bem como as teologais e os conselhos evangélicos, e no ser-se dócil à ação de Deus através dos dons do Espírito Santo, segundo uma perspectiva claramente presbiteral e missionária; além de uma gradual releitura da própria história pessoal, segundo um coerente perfil de caridade pastoral, que anima, forma e motiva a vida do presbítero. (RF, 69)