Primavera(s) de Deus

  • Explicação

    Maria, figura central da próxima Jornada Mundial da Juventude, é o primeiro sinal da Primavera de Deus, no inverno da humanidade. Como no-lo recorda o lema da JMJ, partiu “apressadamente”, porque essa Primavera, anunciada pelos profetas e ansiada pelo “povo que habitava nas trevas” (Mt 4, 16; Is 9,1) não podia mais ser adiada: tinha de contagiar outros, como mais tarde fará seu Filho Jesus, pelos caminhos da Palestina.

    Passados dois milénios, o inverno persiste (conflitos, desigualdades e injustiças). Porém, tampouco essa Primavera deixou de dar sinal de si, da sua presença atuante.

    Propomo-nos descobrir e conhecer “rostos jovens” de Deus. Jovens que foram Flores e frutos de fé, testemunhando a alegria e a paz dos filhos de Deus, em situações extremas de sofrimento ou na defesa da pureza; flores e frutos de esperança perseverante no longo inverno persecutório da fé, em tantos lugares do planeta e ao longo da história; flores e frutos de caridade que perfumaram a humanidade, na entrega das suas vidas pela dos outros, mais pobres ou vulneráveis da sociedade, em defesa da verdade e da justiça.

    São raparigas e rapazes de 4 continentes, dos séculos XX e XXI. Uns, cristãos desde o berço, outros, conversões extraordinárias, onde e quando menos era espectável. Todos morreram cedo, mas marcaram o seu tempo e seus conterrâneos, porque todos frutos maduros. Assim são as Primaveras de Deus.

    Desafiamos-vos, ao longo deste ano, a conviverem com eles: tomai-os como companheiros de vida cristã, mestres com quem aprender, amigos espirituais em quem colher inspiração e a quem orar, pois a maioria é venerável ou beatificada.

Primavera 96 - ANICKA ZELICOVA

ANICKA ZELIKOVA, nascida a 19 de Julho no ano 1924, na Morávia (região oriental da atual República Checa), era a filha mais velha de um casal de modestos camponeses. ANICKA ZELICOVA 3A família, solidamente católica, era fiel à oração e à prática religiosa.
Anicka, como criança, era sorridente, teimosa e ciumenta da afeição dos pais. Nada de muita santidade nesses primeiros anos. Os estudos realizaram-se no convento próximo, da Irmãs da Santa Cruz. Aí, sob a orientação da Ir. Ludmilla, o carácter de Anicka suavizou-se. A jovem gostava do estudo, do desenho e do canto; a instrução religiosa abriu-lhe novos horizontes que a maravilharam. Ao saber que, na eucaristia, Jesus se tornava realmente presente, Anicka aspirou a fazer a primeira comunhão. Esta marcou a sua vida de uma forma decisiva.

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Primavera 95 - VANIA MOïSSEIEFF

A 16 de Julho de 1972, VANIA MOïSSEIEFF (ou IVAN, segundo a nossa fonética), um jovem de 20 anos, foi torturado até à morte pelos seus chefes militares. VANIA MOISSEIEFF CópiaAssinou com sangue o seu amor por Jesus. O corpo foi entregue aos pais com a indicação de “asfixia por afogamento” como justificação do óbito. Contudo, a autópsia, exigida pela família, revelou outra realidade: a morte sucedeu por causa de uma série de violências.
Vania nasceu em 1952, na atual Moldávia, na altura pertença da Roménia. Essa região, depois de anexada à URSS, foi submetida à desnacionalização e à descristianização. Filho de uma família evangélica baptista, Vania foi chamado a cumprir o serviço militar em 1970 pela União Soviética.
Na sua comunidade, pregava o evangelho com alegria e convicção. Seu impacto era grande junto dos outros jovens. Depois de mobilizado, em Kertch, na Crimeia, decidiu continuar com o seu testemunho no seio do exército. Mas a hostilidade à religião do ambiente militar era grande. Porém, isso não o inibiu.

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Primavera 94 - MÁRIO HIRIART PULIDO

MÁRIO HIRIART PULIDO nasceu a 23 de julho de 1931, em Santiago do Chile.MARIO HURIART PULIDO
Seus pais eram indiferentes à religião. No entanto, decidiram confiar a educação de Mário e seu irmão aos irmãos Maristas, com o intuito de receberem uma formação de qualidade. Nesse colégio e, sobretudo, pela influência da sua avó materna, aprenderam a catequese e o gosto da oração.
Mário foi uma criança sossegada. Nada o distinguia dos outros, a não ser na escola onde a sua inteligência, muito superiora à média, se evidenciou até ao final da sua escolaridade.
Aos 15 anos, juntou-se ao grupo da Ação Católica, expressamente constituído para estudantes. Dois anos depois, alguns deles abraçaram a espiritualidade de Schönstatt. O fundador desse movimento, o p. Joseph Kentenich, visitou o Chile em 1949 e abençoou o primeiro santuário mariano do país, Nossa Senhora de Bellavista. Mário assistiu à cerimónia. Nove dias depois, pronunciou sua “aliança de amor” com a Virgem Maria, forma específica de compromisso nesse Movimento.

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Primavera 93 - JEAN COLLÉ

JEAN COLLÉ nasceu em Brest, na Bretanha francesa, a 12 de julho de 1921.JEAN COLLE 2
Após sua escolaridade, foi admitido nas Construções Navais, na qualidade de desenhador. Seu espírito de serviço realçou-o já nessa época. Porém, com o início da II guerra Mundial, a crise económica empurrou-o para o desemprego. Empreendedor, começou a fabricar brinquedos, com sucesso.
Em julho de 1941, sua cidade foi bombardeada, vitimando mortalmente cerca de 250 pessoas, enquanto Jean escapou ileso. No mês seguinte, ao passar diante de uma igreja e questionou-se interiormente: “O que é ser padre!?” Após a longa conversa com o padre do lugar e uma ponderada reflexão, tomou uma decisão radical. Aos 20 anos, Jean-Marie René Collé – seu nome completo – entrou no seminário. Quis tornar-se padre para evangelizar particularmente os jovens operários. Porém, os acontecimentos iriam modificar drasticamente a sua vida.

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Primavera 92 - MARIA ORSOLA BUSSONE

MARIA ORSOLA BUSSONE nasceu a 2 de outubro de 1954.MARIA ORSOLA BUSSONE 2
Passou sua infância na sua terra natal, na província de Turim. Foi a primeira filha dos seus pais, Umberto, gerente de oficina e Luigina, dona de casa e habilidosa costureira. Posteriormente, viria seu irmão Giorgio, três anos depois, e com quem manterá um vínculo forte. Sua primeira escola é no lar familiar: aí vive uma serena vida cristã, sustentada na prática religiosa e onde se cultivam os valores do amor, da honestidade, sinceridade e trabalho.
Ainda criança. Frequentou o último ano da creche de Monasterolo, administrada por religiosas. A antiga diretora dirá mais tarde que “Ela era muito boa. Nos vinte anos que tenho jardim-de-infância não encontrei outra como ela.”

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Primavera 91 - PETER ToROT

Aquando de uma visita à Papua-Nova Guiné, a 17 de Janeiro de 1995, João Paulo II beatificou um jovem leigo originário do país: PETER ToROT.PETER TO ROT
Peter nasceu em 1912, filho do chefe da tribo local, sendo os seus pais dos primeiros a serem batizados, em 1898, graças aos missionários que iniciaram a evangelização da ilha, no final do século XIX. A sua família era um modelo de lar, aberto a todos, onde se rezava, onde se resolviam litígios da comunidade e onde os órfãos eram acolhidos. Nesse ambiente, o Peter revelou-se um jovem pacífico, estudioso, generoso e modesto. Piedoso, não faltava à eucaristia quando o missionário estava de passagem. Com 18 anos ingressou na escola de catequistas fundada pelos missionários, a fim de formar leigos para a ação evangelizadora e auxiliar os poucos sacerdotes existentes. Eram os catequistas que instruíam os fiéis na fé, celebravam batismos e casamentos.

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Primavera 90 - GÉRARD RAYMOND

GÉRARD RAYMOND nasceu a 20 de agosto de 1912, na cidade de Quebeque, no Canada.GERARD RAYMOND 2
É o quarto entre oito irmãos, educados na fé dos pais, receberam deles o amor a Deus e a devoção à eucaristia.
Aos 12 anos ingressou no Seminário Menor. Cresceu em sabedoria, mas sobretudo em graça. A profundidade e exemplaridade da sua vida foram reveladas através dos oito cadernos que constituem o seu diário. Escreveu-o entre os 15 e os 19 anos, idade com que morreu.
Gérard foi um adolescente audacioso e criativo, com alegria transbordante e sorriso fácil. Tinha como lema “fazer agora o que Cristo faria no meu lugar”. Desejou ser padre. Consequentemente, seu sonho era tornar-se santo, não apenas evitando o mal e o pecado, mas essencialmente buscando formas de amar mais e melhor, sem restrições. Assim, seis meses antes da sua morte, escreveu: “Estou pronto a dar todo o meu sangue, no pleno vigor da minha juventude.”

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