Primavera(s) de Deus

  • Explicação

    Maria, figura central da próxima Jornada Mundial da Juventude, é o primeiro sinal da Primavera de Deus, no inverno da humanidade. Como no-lo recorda o lema da JMJ, partiu “apressadamente”, porque essa Primavera, anunciada pelos profetas e ansiada pelo “povo que habitava nas trevas” (Mt 4, 16; Is 9,1) não podia mais ser adiada: tinha de contagiar outros, como mais tarde fará seu Filho Jesus, pelos caminhos da Palestina.

    Passados dois milénios, o inverno persiste (conflitos, desigualdades e injustiças). Porém, tampouco essa Primavera deixou de dar sinal de si, da sua presença atuante.

    Propomo-nos descobrir e conhecer “rostos jovens” de Deus. Jovens que foram Flores e frutos de fé, testemunhando a alegria e a paz dos filhos de Deus, em situações extremas de sofrimento ou na defesa da pureza; flores e frutos de esperança perseverante no longo inverno persecutório da fé, em tantos lugares do planeta e ao longo da história; flores e frutos de caridade que perfumaram a humanidade, na entrega das suas vidas pela dos outros, mais pobres ou vulneráveis da sociedade, em defesa da verdade e da justiça.

    São raparigas e rapazes de 4 continentes, dos séculos XX e XXI. Uns, cristãos desde o berço, outros, conversões extraordinárias, onde e quando menos era espectável. Todos morreram cedo, mas marcaram o seu tempo e seus conterrâneos, porque todos frutos maduros. Assim são as Primaveras de Deus.

    Desafiamos-vos, ao longo deste ano, a conviverem com eles: tomai-os como companheiros de vida cristã, mestres com quem aprender, amigos espirituais em quem colher inspiração e a quem orar, pois a maioria é venerável ou beatificada.

PRIMAVERA(s) de DEUS (4)

No dia 7 de outubro de 1990, CHIARA ‘LUCE’ BADANO falecia com osteossarcoma (cancro ósseo), com apenas 18 anos.Beata Chiara Lucce Badano Virgem 2 No seu funeral, numa pequena vila do norte de Itália, marcaram presença cerca de 2000 pessoas. Tudo isso pelo seu testemunho de fé e alegria.
Nascida em 1971, Chiara adorava a vida, os amigos, a natureza, o desporto, cantar e dançar... Como qualquer outro jovem da sua geração. Foi precisamente a jogar ténis que sentiu uma forte dor no ombro. Seria o princípio de uma longa caminhada de dois anos. E de um novo desafio: a santidade.
Exames médicos, cirurgias, quimioterapia… nada resulta, enquanto o mal progride. Os tratamentos são dolorosos, mas recusa a morfina, pois retira-lhe a lucidez. É na fé em Cristo, que sofreu na cruz, que encontra a sua força e coragem. “O importante, é fazer a vontade de Deus. Tinha projetos pessoais, mas Deus tinha os seus… enviou-me esta doença na hora certa. Não imaginais qual é a minha relação com Jesus, agora! Julgo que Ele me chama a algo mais, algo maior… Para mim, só conta a vontade de Deus: fazê-la bem, viver o momento presente, entrar no ‘jogo’ de Deus… Espera-me um outro mundo e eu só tenho de confiar.”
Passa a oferecer as suas horas de luta e dor pelos jovens, pela sua diocese, por aqueles que se afastaram da fé, pelas missões… Seu quarto vira lugar de oração e apostolado, onde aqueles que a visitam saem reconfortados por ela. É a sua “Igreja”. “O seu sorriso e o seu olhar luminoso provam-nos que a morte não existe, que só há vida”, dirá o médico A. Delogu. É desse olhar luminoso que receberá o nome "Luce", dado por Chiara Lubich, fundadora dos Focolares, aos quais pertencia a jovem Chiara.
D. Martino, bispo da sua diocese, testemunhará dela: “Sentia nela a presença do Espírito Santo que a tornava capaz de transmitir, a quantos dela se aproximavam, a sua forma de amar a Deus e a todos”.
Chiara foi beatificada em 2010.

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PRIMAVERA(s) de DEUS (5)

Na noite de 9 de outubro, em 1977, o corpo de DAFROZA NYIRABAHINDEDAFROZA Cópia era encontrado inanimado, abandonado num descampado da capital, Kigali, no Ruanda. O diagnóstico hospitalar revelará tentativa de violação, não consumada. Tinha 21 anos.
Dafroza era diretora adjunta de uma Escola Familiar. Uma amiga sua afirmou, nessa ocasião: “Um sofrimento inexplicável se apoderou de nós. Sofrimento misturado com uma profunda alegria no Senhor, porque a nossa Dafroza se tornou, na sua morte, testemunha de Cristo”. Ela possuía um coração de criança. Estava sempre a sorrir. Deixava-se encantar com as coisas de Deus e as alegrias da vida.
Porém, o seu trágico fim pode levar-nos a perguntar: não teria sido mais sensato consentir em vez de recusar render-se ao seu agressor? Respeitando opiniões divergentes, não podemos deixar de considerar a opção de Dafroza. Daniel-Ange que a conheceu, no seu livro ‘Testemunho de vida’, responde: “Ter-se ia afastado do caminho que tinha traçado para si própria… Interiormente, é obvio que não seria mais a mesma”.
Mais ainda, “o mundo precisa de cristãos capazes de dizer NÃO à mentira, à impureza, ao roubo e a todas as desonestidades. (…) Não é cedendo à facilidade e pactuando com o mal que podemos tornar-nos sal da terra e luz do mundo, mas sim vivendo integralmente o nosso cristianismo. Dafroza soube fazê-lo, iluminada por Cristo, «sua luz», e impelida pela força do Espírito divino”.

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PRIMAVERA(s) de DEUS (6)

A 10 de outubro de 1945, nascia CARLOS DE DIOS MURIAS, em Córdoba (Argentina).CARLOS de DIOS MURIAS Cópia
Em 1955, Juan Peron – que subira ao poder apoiado pela popularidade da sua esposa, a célebre Eva Peron –, é afastado por uma Junta Militar. Carlos, ao longo de quase toda a sua existência, acaba por não conhecer outra coisa senão a instabilidade e a crise na qual a ditadura militar mergulha o país até 1973. Sua irmã, descreve-o como um adolescente idealista, piedoso e sensível à condição dos oprimidos. Cativado pelo carisma de S. Francisco de Assis, pela pobreza e pelo empenhamento apostólico dos frades, Carlos torna-se franciscano.
Já padre, encontra no seu bispo, Enrique Angelelli, um modelo no entusiasmo apostólico e compromisso na evangelização e defesa dos direitos dos oprimidos. Torna-se colaborador do p. Gabriel Longueville, delegado do episcopado de França para a América Latina. Os dois homens entendem-se perfeitamente e gastam-se, sem contar, em favor da sua empobrecida comunidade, explorada em condições humilhantes pelos ricos proprietários. Longe de qualquer atividade política, exercem o seu ministério em plena comunhão com seu bispo, cuja linha de conduta eles seguem na fidelidade às orientações do Concílio Vaticano II.
Carlos é apreciado pela sua abnegação, seu bom humor e sua coragem. Próximo dos humildes, não hesita nunca em ajudá-los, até materialmente. Mantém igualmente um bom relacionamento com os militares de uma base aérea próxima e que ele contacta semanalmente. Todos concordam em ver nele um homem de Deus, profundamente espiritual e cuja vida está em concordância com o Evangelho de Jesus.
Porém, na noite de 17 de Julho de 1976, os dois sacerdotes são levados à força por homens armados. Três dias depois, seus corpos são encontrados a mais de cem quilómetros. Os cadáveres estão crivados de balas e apresentam sinais atrozes de tortura. Carlos tinha 30 anos.
Cinco dias depois, é a vez de um catequista, Wenceslau Pedernera, colaborador pastoral dos dois padres. É morto diante da sua esposa e seus filhos. No mês seguinte é o próprio bispo, Enrique Angelelli, no regresso de uma visita à comunidade que ficara sem seus pastores, que é vítima deste terrorismo de estado. Na verdade, era o regime estabelecido que mandatara a morte de homens incómodos da ordem estabelecida, somente porque reivindicavam os direitos dos mais pobres.
Todos eles foram declarados beatificados como mártires, em 2019, pelo papa Francisco.

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PRIMAVERA(s) de DEUS (7)

É a 12 de outubro de 2006 que faleceu CARLO ACUTIS, jovem de apenas 15 anos, em consequência de uma leucemiaCARLO ACUTIS copia fulminante.
Nascido em 1991, numa família tradicional, mas não praticante, bem cedo Carlo revela gosto pela piedade. Tem especial devoção pela eucaristia, na qual participa diariamente, e pela Virgem Maria. As visitas a santuários marianos fazem-no crescer na fé. Com Maria, aprende a meditar os mistérios da vida de Cristo, identificando-se cada vez mais com ele. Apaixona-se pela vida dos santos, a quem muito estima. Confessa-se semanalmente. Começa a dar catequese às crianças da sua paróquia.
Mas Carlo é filho do seu tempo: tem muitos amigos, ama o futebol, a música, os animais… Maneja a informática como poucos, utilizando-a de forma criativa e usando a internet como meio de apostolado. Maravilhado pelos milagres eucarísticos, decide dedicar-lhes uma exposição digital. Investe dois anos em pesquisas e viagens para, no final, partilhar 136 desses milagres, com fotografias e descrições. Esta iniciativa acabará por materializar-se em exposições em 5 continentes, (10 mil paróquias só nos Estados Unidos), nomeadamente nos santuários mais célebres.
A sua amabilidade, generosidade, bondade e boa disposição com professores e colegas e a solicitude com as pessoas idosas foram para ele via pelas quais manifestou a sua profunda vida interior.
Por tudo isso, o papa Francisco cita-o como um modelo da juventude. Foi beatificado em 2020 e considerado padroeiro da juventude católica e da internet. É um dos patronos da Jornada Mundial da Juventude de Lisboa, no próximo verão.

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PRIMAVERA(s) de DEUS (8)

A 15 de outubro de 1920, nascia SALVO D’ACQUISTO, em Nápoles.SALVO DACQUISTO
Incorporado entre os carabinieri, pouco antes do início da II Guerra Mundial, oferece-se como voluntário para combater na Líbia. Ferido, regressa à Itália, termina a instrução para oficial e é enviado para a região de Torrimpietra, zona pouco segura que separa a região norte italiana ocupada pelos alemães e o sul do país nas mãos das tropas americanas que avançam inexoravelmente. Homem do dever, Salvo é, antes de mais um cristão convicto. Da sua família, herdou uma fé sólida e uma grande generosidade. Alia coragem, determinação, lealdade e um sentido apurado da honra. Todas essas qualidades valeram-lhe a consideração dos seus superiores, o respeito dos seus homens e uma real popularidade entre os habitantes locais. Todos conhecem a sua piedade pela sua participação regular na eucaristia e não tem vergonha de afirmar a sua fé.
Em Setembro de 1943, uma explosão rebenta numa antiga instalação militar, nas redondezas. Dois soldados do exército alemão, que ocupa já a região, morrem e outros dois são feridos. Evoca-se, então, um atentado que nunca será provado. Em represália os germânicos prendem 22 residentes, ameaçando-os de serem fuzilados.
Salvo D’Acquisto, provisoriamente no comando dos carabinieri, é intimado a designar o responsável do atentado. Salvo, calmamente, tenta explicar aos alemães que se tratou de um acidente e, por isso, nenhum deles é culpado. Como resposta e golpeado e insultado.
Os detidos são coagidos a cavar as suas próprias covas. Todos serão executados. Perante isso, Salvo pede para ser ouvido pelo oficial alemão. Alguns instantes mais tarde, os reféns são libertados. O brigadeiro italiano coloca-se, entretanto, diante do fosso cavado. Imediatamente é abatido. Fiel à sua fé – “não há maior prova de amor que dar a sua vida pelos seus amigos” (Jo 15, 13) – e em perfeita coerência com o seu ideal e tradição gloriosa dos carabinieri italianos, Salvo D’Acquisto ofereceu-se para assumir a responsabilidade do atentado, contanto que os reféns fossem libertados.
A 15 de Fevereiro de 1945, Salvo D’Acquisto recebe a título póstumo a medalha de ouro do valor militar pelo “seu exemplo luminoso de altruísmo, levado ao extremo renunciando à sua vida”. Entretanto, soube-se que a explosão fora acidental.
A reputação de santidade de Salvo ultrapassou rapidamente a fama de herói. Tornou-se uma das figuras mais amadas pelos católicos italianos, particularmente dos jovens. A causa de beatificação foi aberta na qualidade de mártir da caridade. Os seus restos mortais repousam na basílica de Santa Chiara de Nápoles e o seu túmulo é alvo de numerosas peregrinações.

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PRIMAVERA(s) de DEUS – 9

A 16 de outubro, nascia na Itália, MARIA TERESA GORETTI, filha de um casal de agricultores pobres.MARIA GORETTI Cópia
Sua infância não foi distinta dos muitos trabalhadores rurais que tiveram que deixar suas terras para buscar sustento em outros lugares: analfabetismo, desnutrição, trabalho pesado desde cedo, numa vida extremamente difícil e miserável. Mas a família manteve-se unida, na fé e no amor profundo por Deus.
Ficando sem pai, aos 9 anos, Maria Goretti cozinhava, limpava a casa e cuidava de sua irmã menor, enquanto sua mãe e irmãos maiores trabalhavam nos campos. Partilhavam a casa com a família Serenelli, cujo filho Alessandro viria a ser o responsável da sua morte prematura, poucos anos depois.
Alessandro, então com 20 anos, pretendendo favores sexuais, assediou Maria Goretti, com 11. Ela, porém, não se submeteu, recusou as suas investidas, mantendo-se resoluta em não pecar contra a castidade. Obcecado, o rapaz tentou de tudo. Frustrado, acabou por apunhala-la diversas vezes.
Levada para o hospital dos Irmãos de São João de Deus, Maria Goretti agoniza, mas mantém-se consciente. Repetidamente, repete: “Pobre Alessandro. Ele vai para o inferno. Pobre Alessandro.” Visitada pelo pároco que lhe recorda o perdão de Jesus na cruz, a jovem diz querer fazer o mesmo ao seu agressor. Mais, diz que o quer ter ao seu lado, no paraíso. Esgotada, morre no dia seguinte, a 6 de julho de 1902.
Sua morte causou grande impacto na região. Seu funeral congregou ricos e pobres das redondezas.
Alessandro foi condenado a 30 anos de prisão. No início, arrogante, negou a culpa e vitimizou-se. Após 8 anos, teve um sonho, no qual viu-se num jardim com Maria Goretti. Esta, de vestido branco, colhia lírios que lhe ofereceu de seguida. Já em seus braços, os lírios começaram lentamente a brilhar, como chamas de velas. Foi então que ele percebeu que Maria Goretti lhe tinha perdoado. Esta certeza mudou-lhe a vida. Arrepende-se. Pede perdão à família, esperando-o de Deus. Saído da prisão, foi implorar o perdão da mãe de Maria. Depois disso, retirou como jardineiro de um mosteiro isolado, onde viria a falecer, com 82 anos. Suas últimas palavras foram: “Vou estar com a Maria.”
Maria Goretti foi canonizada em 1950, pelo papa Pio XII. Estavam presentes sua mãe, irmãos ainda vivos e Alessandro Serenelli.

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PRIMAVERA(s) de DEUS – 10

A 19 de Outubro de 1984 era raptado JERZY POPIEŁUSZKO, um sacerdote polaco.JERZY POPIELUSZKO
Seu corpo foi reencontrado dez dias depois. A autópsia confirmou espancamento até à morte. Entre 300 e 350 mil polacos assistiram ao seu funeral.
Nascido em 1947, desde jovem revela grande vivência de fé. Em 1972 é ordenado padre numa Polónia subjugada pelo regime totalitarista do comunismo soviético. No verão de 1980, começam as revindicações operárias. Por todo o país as fábricas são ocupadas. Os grevistas, profundamente católicos, reclamam sacerdotes que os assistam. O padre Jerzy é nomeado capelão numa das unidades metalúrgicas. É aí que, diz ele, “nasceu em mim a necessidade de permanecer com eles.” Para ele, “o dever do padre consiste em estar junto do povo quando este ressente essa necessidade, quando ele é ofendido, prejudicado, maltratado. Pois existe sempre sofrimento e medo onde os direitos humanos não são respeitados.”
Apesar de tantas situações injustas e de intolerância por parte dos poderosos, o Pe. Popiełuszko não cede à tentação da violência: “Não luteis pela violência, ela é um sinal de fraqueza”. O lema da sua vida é retirado do Novo Testamento: “Não te deixes vencer pelo mal, vence o mal através do bem” (Rm 12,21). A todos apelava: “Rezemos para nos libertarmos do medo e das ameaças e, sobretudo, para nos libertarmos de todo o sentimento de ódio e de vingança”.
Este padre, franzino e de saúde frágil, tornou-se gigante pela sua ação evangelizadora e solidária com o seu povo e um tremendo incómodo para o regime. O preço era o “caminho da sua cruz”, como costumava dizer. Caluniado, aliciado e, finalmente, ameaçado pelo poder político, Jerzy Popiełuszko sente-se reforçado na sua missão de a todos anunciar a Palavra libertadora do Evangelho. Consciente mas destemido dirá: “Para permanecermos livres espiritualmente, temos de viver na verdade.” Ficaram famosas as suas “missas pela pátria” que juntavam milhares de fiéis, onde o P. Jerzy incluía Deus nos problemas difíceis e dolorosos do país. Não era política, mas anúncio de fé e esperança e denúncia das injustiças humanas.
Tinha dito: “se tivermos de morrar, é preferível encontrarmos a morte ao defender uma causa digna do que instalados e permitindo que a injustiça aconteça. Assim aconteceu.
Lech Walesa, fundador do famoso Movimento e sindicato “Solidarnsoc” (Solidariedade), disse no dia do funeral: «Solidarnosc vive porque ofereceste-lhe a tua vida. Jamais nos submeteremos ao terror… Juramos sobre o túmulo do Padre Jerzy que jamais esqueceremos o seu sacrifício».
Na sua 1ª visita, em 1979, João Paulo II afirmou aos polacos: “Peço-vos que assumais a herança espiritual que tem por nome Polónia, de jamais duvidar, de jamais desanimardes, de jamais desistir.” O Padre Jerzy ouviu e cumpriu, com a sua vida e a sua morte, a máxima do Evangelho: “A verdade vos libertará”…
O P. Jerzy foi beatificado em 2010.

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