Leitura Espiritual partilhada

A sabedoria dos Padres do Deserto

sabiduria padres desert agrunLa sabiduría de los padres del desierto, Ediciones Sigueme, Salamanca, 2001.

Só através do caminho do encontro comnosco mesmos, de ter em conta os nossas pensamentos e sentimentos, os nossos sonhos e ilusões, o nosso corpo e a nossa vida concreta, encontraremos a Deus, que transformará tudo o que lhe apresentamos, até que apareça em nós a imagem de Jesus Cristo.

Este livro extrai-se das ricas fontes da espiritualidade vital dos primeiros monges cristãos. Responde de maneira maravilhosa à atual busca de uma espiritualidade a partir de si mesmo, que nem sempre ou primeiro dirige o olhar para o céu, mas "começa em nós, conosco e com as nossas paixões".

A mais antiga homilia Pascal

Isidro Lamelas, Melitão, Bispo de Sardes (século II) Sobre a Páscoa (Perì Pascha) A mais antiga homilia Pascal, Prior Velho: Paulinas 2021.

A Páscoa é o acontecimento central na vida dos cristãos, “Somos fruto da Sua Paixão, confessa Santo Inácio de Antioquia, no começo do século II”. Se o Mistério Pascal é o centro de toda a vivencia cristã dos primeiros séculos, é natural que os seus escritos contenham um cunho explicitamente pascal.

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Jesus, o Cristo

Jesus o CristoWalter Kasper, Jesus, El Cristo.

O centro da fé cristã é constituído por um nome e uma pessoa histórica: Jesus de Nazaré, chamado o Cristo. Esta confissão de fé visa iluminar o horizonte do homem moderno.

Na primeira parte desta obra já clássica estuda-se o lugar da cristologia hoje, o estado da pesquisa sobre a vida de Jesus, a polémica questão da desmitologização e a possibilidade de salvação no mundo.

A segunda parte trata do Jesus histórico e interpreta o sentido da sua ação e da sua morte à luz da mensagem central por Ele proclamada: a vinda iminente do Reino. A ressurreição é revelada neste contexto como a pedra angular da fé cristã.

A terceira e última parte investiga a figura de Jesus Cristo a partir da categoria de "mistério". A sua história e seu destino, as suas palavras e gestos primordiais alimentam as confissões de fé, as celebrações e os compromissos dos seus seguidores. Em Jesus Cristo, a missão da Igreja e a esperança do homem contemporâneo descobrem o seu fundamento completo.

Passagens intrigantes da Bíblia

Passagens Intrigantes da BíbliaAnselm Grün, Passagens intrigantes da Bíblia, Entender espiritualmente, Petrópolis: Editora Vozes, 2017.

A literatura Bíblica tem-se apresentado ao longo dos séculos como um desafio à compreensão e interpretação. Nos seus múltiplos paradoxos, reitera uma mensagem que nos transcende e nos impele ao Coração de Deus. O livro Passagens intrigantes da Bíblia, Entender espiritualmente, é uma obra do teólogo Anselm Grün, OSB. Trata-se de uma viagem pela Sagrada Escritura desde o Génesis ao Apocalipse, fazendo diversas paragens em terrenos mais intrigantes. Neste livro, o autor procura facilitar a leitura de determinadas passagens da Bíblia, assim como a sua interpretação e aprofundamento espiritual. Os textos bíblicos «provocam a nossa razão, mas não pretendem passar por cima do nosso entendimento». Este esforço da razão pode regenerar a encarnação do Verbo na nossa vida. Cada um dos versículos questiona a nossa forma de viver, abrindo os nossos olhos a um olhar diferente de nós próprios e de Deus. «As palavras de Jesus são sempre palavras voltadas para a vida e nunca voltadas para o medo». São palavras que nos desafiam e nos tocam até à transformação do coração. Para quem procura deixar-se surpreender por Deus através da leitura orante da Sua Palavra, este livro poderá ser um bom recurso.

Celibato

CelibatoJuan María Uriarte, O Celibato. Apontamentos antropológicos, espirituais e pedagógicos, Editora Paulinas, Águeda: 2018.

O celibato cristão é hoje – ou talvez o tenha sido sempre – uma das realidades mais contestadas do Cristianismo! O que é que pode levar uma pessoa a renunciar voluntariamente ao exercício genital da sexualidade e à paternidade/maternidade, por razões religiosas de feição cristã? D. Juan María Uriarte di-lo, corajosamente, neste livro: apenas o Deus Absoluto! O exemplo de Jesus torna-se, assim, a grande justificação do célibe cristão: «O nosso celibato não só tem Jesus como termo da nossa entrega, mas também como seu modelo. Amar Jesus leva-nos não apenas a abraçar o seu estilo de vida célibe, mas também aos motivos que o induziram a abraçá-lo: a confiança absoluta no Pai, a vontade de realizar o seu projeto salvador, a promoção da dignidade inviolável de todos os seres humanos, a cura das suas feridas, a libertação das escravidões interiores e exteriores, a solidariedade entre os indivíduos, os grupos e os povos e a esperança no futuro. A dedicação à promoção deste valores enchia a atividade de Jesus na sua vida pública. Prolongar o seu trabalho sob a ação do Espírito Santo é a tarefa de toda a comunidade cristã» (Autor)

Fragilidade

Fragilidade - Luciano ManicardiDo atual Prior de Bose, Luciano Manicardi, as Edições Paulinas trazem-nos um pequenino livro de 78 páginas que é denso de conteúdo. Nele, o autor, trata a Fragilidade como interrogação, apresentando-a como dimensão constitutiva da pessoa humana, que interpela e pede respostas.

A Fragilidade é um lugar de construção da fraternidade, da solidariedade, do amor. A consideração desta dimensão, à qual nenhum ser humano se pode subtrair, é de tal maneira importante que deverá desempenhar um papel na criação de uma ética partilhada entre crentes e não crentes, como um elemento de base de uma convivência social harmoniosa.

A Fragilidade é um lugar de juízo sobre a prática da nossa humanidade, ajudando a viver a autenticidade e livrando da hipocrisia que tantas vezes a atormenta.

Deus não se cansa. A misericórdia como forma eclesial

Stella Morra, Deus não se cansa, traduzido por Manuel Losa. Braga: Editorial A.O, 2016.

Com o livro “Deus não se cansa”, Stella Morra propõe-se pensar em conjunto, com quem estiver disposto a lê-la, a questão da forma, a atualização desta componente por parte da Igreja de Cristo, à luz do tempo presente, como esforço decisivo para quem quiser seguir a Cristo na sociedade atual.

A questão fundante do livro surge na página 14, dada por quem lhe escreveu o prefácio: «é possível, hoje, discernir desta «forma» desejada contornos mais precisos, ao mesmo tempo existenciais, dinâmicos, performativos e mesmo inteligentes?». 

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