Leitura Espiritual partilhada

Passagens intrigantes da Bíblia

Passagens Intrigantes da BíbliaAnselm Grün, Passagens intrigantes da Bíblia, Entender espiritualmente, Petrópolis: Editora Vozes, 2017.

A literatura Bíblica tem-se apresentado ao longo dos séculos como um desafio à compreensão e interpretação. Nos seus múltiplos paradoxos, reitera uma mensagem que nos transcende e nos impele ao Coração de Deus. O livro Passagens intrigantes da Bíblia, Entender espiritualmente, é uma obra do teólogo Anselm Grün, OSB. Trata-se de uma viagem pela Sagrada Escritura desde o Génesis ao Apocalipse, fazendo diversas paragens em terrenos mais intrigantes. Neste livro, o autor procura facilitar a leitura de determinadas passagens da Bíblia, assim como a sua interpretação e aprofundamento espiritual. Os textos bíblicos «provocam a nossa razão, mas não pretendem passar por cima do nosso entendimento». Este esforço da razão pode regenerar a encarnação do Verbo na nossa vida. Cada um dos versículos questiona a nossa forma de viver, abrindo os nossos olhos a um olhar diferente de nós próprios e de Deus. «As palavras de Jesus são sempre palavras voltadas para a vida e nunca voltadas para o medo». São palavras que nos desafiam e nos tocam até à transformação do coração. Para quem procura deixar-se surpreender por Deus através da leitura orante da Sua Palavra, este livro poderá ser um bom recurso.

Celibato

CelibatoJuan María Uriarte, O Celibato. Apontamentos antropológicos, espirituais e pedagógicos, Editora Paulinas, Águeda: 2018.

O celibato cristão é hoje – ou talvez o tenha sido sempre – uma das realidades mais contestadas do Cristianismo! O que é que pode levar uma pessoa a renunciar voluntariamente ao exercício genital da sexualidade e à paternidade/maternidade, por razões religiosas de feição cristã? D. Juan María Uriarte di-lo, corajosamente, neste livro: apenas o Deus Absoluto! O exemplo de Jesus torna-se, assim, a grande justificação do célibe cristão: «O nosso celibato não só tem Jesus como termo da nossa entrega, mas também como seu modelo. Amar Jesus leva-nos não apenas a abraçar o seu estilo de vida célibe, mas também aos motivos que o induziram a abraçá-lo: a confiança absoluta no Pai, a vontade de realizar o seu projeto salvador, a promoção da dignidade inviolável de todos os seres humanos, a cura das suas feridas, a libertação das escravidões interiores e exteriores, a solidariedade entre os indivíduos, os grupos e os povos e a esperança no futuro. A dedicação à promoção deste valores enchia a atividade de Jesus na sua vida pública. Prolongar o seu trabalho sob a ação do Espírito Santo é a tarefa de toda a comunidade cristã» (Autor)

Fragilidade

Fragilidade - Luciano ManicardiDo atual Prior de Bose, Luciano Manicardi, as Edições Paulinas trazem-nos um pequenino livro de 78 páginas que é denso de conteúdo. Nele, o autor, trata a Fragilidade como interrogação, apresentando-a como dimensão constitutiva da pessoa humana, que interpela e pede respostas.

A Fragilidade é um lugar de construção da fraternidade, da solidariedade, do amor. A consideração desta dimensão, à qual nenhum ser humano se pode subtrair, é de tal maneira importante que deverá desempenhar um papel na criação de uma ética partilhada entre crentes e não crentes, como um elemento de base de uma convivência social harmoniosa.

A Fragilidade é um lugar de juízo sobre a prática da nossa humanidade, ajudando a viver a autenticidade e livrando da hipocrisia que tantas vezes a atormenta.

Deus não se cansa. A misericórdia como forma eclesial

Stella Morra, Deus não se cansa, traduzido por Manuel Losa. Braga: Editorial A.O, 2016.

Com o livro “Deus não se cansa”, Stella Morra propõe-se pensar em conjunto, com quem estiver disposto a lê-la, a questão da forma, a atualização desta componente por parte da Igreja de Cristo, à luz do tempo presente, como esforço decisivo para quem quiser seguir a Cristo na sociedade atual.

A questão fundante do livro surge na página 14, dada por quem lhe escreveu o prefácio: «é possível, hoje, discernir desta «forma» desejada contornos mais precisos, ao mesmo tempo existenciais, dinâmicos, performativos e mesmo inteligentes?». 

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Ressurreição. Uma História de vida

RESURRECCIONDaniel Marguerat, Ressurrección. Una historia de vida, traduzido por Juan Sánchez, & Julián Mellado (Madrid: Fliendner Ediciones, 2012).
 

A ressurreição é o tema central da fé cristã, sem a qual tudo perde sentido. Tudo começa com a ressurreição de Cristo: depois da Cruz, o fracasso não foi a última palavra. Mas, o que é que aconteceu realmente? E as perguntas continuam com a nossa morte: não desaparecemos, mas o que acontece exatamente?

Este tema é tão central, que o Novo Testamento necessitou de abordá-lo com uma grande diversidade de linguagens para dar-lhe expressão. De todas elas, três são as mais privilegiadas: Cristo, diz-se, despertou, foi elevado ou voltou à vida. E isto serve também para nós.

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Eis o Mistério da Fé

Bruno Forte, Eis o Mistério da Fé, Prior Velho: Paulinas 2012.

Aquando do quinquagésimo aniversário da abertura do Concilio Vaticano II, o Papa Bento XVI proclamou o chamado Ano da Fé, no sentido de aprofundarmos algumas dimensões fundamentais da fé cristã. Foi neste contexto que Bruno Forte propôs o livro Eis o Mistério da Fé, crer, viver, testemunhar.

Trata-se de uma obra simples, mas ao mesmo tempo muito rica de significado teológico, propondo um peregrinar pelos quatro grandes pilares da fé: «o Credo batismal; os sete sacramentos; a vida em obediência a Deus e a oração». O livro está profundamente marcado por um selo trinitário que nos faz adentrar na relação da «comunhão tão perfeita, em que Três são verdadeiramente Um no amor». 

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