XXIX Domingo comum (C)

TORNAR-ME ORAÇÃO29 COMUM C

LECTIO DIVINA – Um Roteiro

0. Preparo-me
Procuro um lugar adequado e uma boa posição corporal. Respiro lenta e suavemente.
Silencio os pensamentos. Tomo consciência da presença de Deus, invocando o Espírito Santo.

1. O que diz o texto
- Leio pausadamente Lc 18, 1-8.
- Sublinho e anoto o mais significativo.

Jesus conta uma parábola sobre “a necessidade de orar sempre sem desanimar”. Nela, a perseverança de uma pobre viúva vence a fria e injusta impiedade de um juiz.

2. O que me diz Deus
- Que me faz pensar e sentir esta parábola de Jesus?
Esta parábola de Jesus não se resume a um apelo à oração, na perseverança confiante de me saber atendido. É, também, um desafio a comprometer-me com o que peço e a Quem oro. A viúva, sem qualquer apoio social, representa todos os vulneráveis que clamam por justiça. Sua única arma é a insistência. Rezo confiante? Minha oração é feita de súplica pelos que mais precisam? Ou alheio-me do sofrimento dos outros, como o iníquo juiz? Minha oração é reveladora do (des)crente e (in)justo que sou.

3. O que digo a Deus
- Partindo do que senti, dirijo-me a Deus, orando (de preferência com palavras minhas).
Senhor, dizes-me que persista na oração. Quando esta se torna difícil, por me encontrar em sofrimento, mergulhado na dúvida, receoso pelo futuro incerto… ou porque se torna árida e nada sinta, nem Te ouça… mais devo rezar. Nesses momentos, ajuda-me a manter minha fé acesa, a não desanimar e a confiar em Ti.
Todavia, queres que minha oração não seja egoísta, centrada em mim, nos meus problemas ou necessidades. Esperas que ela se torne espaço de comunhão. É na oração que todos cabem: os que mais amo, mas também, e sobretudo, os que mais precisam. Recordo-os, nomeando. É diante de Ti que lembro, grato, aqueles que mais me ajudam. Mas também, e sobretudo, os que mais me ferem. Nomeio-os, pedindo a graça do perdão. A oração é tempo e espaço oportunos de cura interior e libertação.

4. O que a Palavra faz em mim
- Contemplo Deus, saboreando e agradecendo.
Senhor, Tu és o meu pedido prioritário. Somente conTigo, em mim, saberei o que pedir. Grato, louvo, contemplo e adoro.
Inspira-me o que esperas e mereces de mim. Apoiado em Ti, comprometo-me em algo oportuno e alcançável, crescendo na minha relação diária conTigo e com os outros.

PROVOCAÇÕES
- A minha oração é persistente como me pede Jesus?
- O que peço e por quem peço? O que isso diz de mim, diante de Deus?
- A oração transforma-me? Saio mais confiante, solidário e decidido?

UM PENSAMENTO
“A verdadeira oração não é quando Deus está a ouvir o que Lhe pedimos, mas quando o orante persevera na oração até que seja ele a escutar o que Deus quer”. (Søren Kierkegaard)

UM DESAFIO
Pedir ao Espírito Santo a graça de orar, confiante e perseverante.

UMA ORAÇÃO-POEMA

Peço e oro na esperança de obter
o que espero só por pedir e orar,
sem me meter dentro do pedido
crendo que, pedindo, seja crente.

Mas o que esperas, meu Senhor
não é o pedido, mas o pedinte,
a Ti encomendado o suficiente
para que suceda a comunhão.

E, mais ainda, nessa nossa união
há espaço para um passo mais,
reunindo muitos numa só prece:
os que esperam de mim, por Ti.

Orar é, em Ti, transformar-me
em clamor de justiça pelo irmão.

UMA CANÇÃO
Citizen Way – When i’m with You

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