XXXII Domingo Comum (C)

RESSUSCITADOS POR ANTECIPAÇÃO32 COMUM C

LECTIO DIVINA – Um Roteiro

0. Preparo-me
Procuro um lugar adequado e uma boa posição corporal. Respiro lenta e suavemente.
Silencio os pensamentos. Tomo consciência da presença de Deus, invocando o Espírito Santo.

1. O que diz o texto
- Leio pausadamente Lc 20, 27-38.
- Sublinho e anoto o mais significativo.

À pergunta insidiosa, feita pelos saduceus, Jesus responde com um ensinamento sobre a ressurreição dos mortos. Somos “filhos de Deus”. “Para Ele todos estão vivos”.

2. O que me diz Deus
- Que me faz pensar e sentir este episódio evangélico?
O erro dos saduceus (que não acreditavam na ressurreição) é o de encarar a vida eterna como simples prolongação desta condição terrena. Neste episódio, Jesus recorda-me que Deus é fiel. O “Deus de vivos e não de mortos” assegura-me que fui criado para a vida. Essa vida consiste em ‘ser com Ele’. Se viver apenas para mim, semeio morte. Se, pelo contrário, vivo a comunhão e a fraternidade – sinais vitais da existência –, então confirma-se o meu vínculo a Deus. Pertenço-Lhe a Ele, não à morte.

3. O que digo a Deus
- Partindo do que senti, dirijo-me a Deus, orando (de preferência com palavras minhas).
Senhor, se em mim existe a ânsia de viver é porque sou criado à tua imagem e semelhança. É de Ti que brota toda a vida e é por Ti que é possível acreditar que ela não terá fim. Fortalece em mim a esperança da ressurreição.
Em mim, como em tantos, pode surgir a tentação de confundir entendimento e fé, de tudo querer abarcar com a minha inteligência e questionar o que a ultrapassa. Como Santo Anselmo, preciso acreditar para compreender e não compreender para acreditar. Ajuda, Senhor, a minha fé vacilante.
Se minha imaginação é limitada, confio que excederás o inimaginável. A vida eterna não é fruto da minha necessidade. Jorra, sim, da tua essência: criar vida. Torna-me capaz de ser já sinal dessa vida nova, através de gestos de caridade à minha volta.

4. O que a Palavra faz em mim
- Contemplo Deus, saboreando e agradecendo.
Senhor, és fonte de toda a vida e para Ti me chamas a regressar. Nessa esperança e fé, Te louvo, agradeço, contemplo e adoro.
Inspira-me o que esperas e mereces de mim. Apoiado em Ti, comprometo-me em algo oportuno e alcançável, crescendo na minha relação diária conTigo e com os outros.

PROVOCAÇÕES
- Creio na Ressurreição como centro da minha fé ou alimento crenças “atraentes”, mas contrárias?
- Aprofundo a fé, através de formação, leituras… para obter bases mais sólidas?
- A fé na ressurreição transparece na minha forma de ser e fazer, no meu quotidiano?

UM PENSAMENTO
“A verdadeira fé cristã não é a fé numa vida futura, mas na vida eterna, e se for eterna, só é preciso um momento de reflexão para compreender que já foi iniciada. Vivemos agora, ou não viveremos nunca”. (Luis Evely)

UM DESAFIO
Pedir ao Espírito Santo a graça de acreditar e de viver já como ressuscitado/a.

UMA ORAÇÃO-POEMA

Deus de vivos e não de mortos
confesso-me mera mortalha
por não confiar o suficiente
por querer só o que conheço
e resistir ao que desconheço
como se nada pudesse ser
além do que já tenho e tomo.

Deus de vivos e não de mortos
queres, hoje, para mim a VIDA
não adiada mas antecipada
mais forte que a morte minha
transubstanciada na morte Tua
a fim que exista de pé e sem véu
pois para Ti, todos vivemos.

UMA CANÇÃO
MercyMe – I can only imagine

Podcast:

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